Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Saramago é Deus!

Já há muito tempo que deixei de ligar ao que diz Saramago. O Homem entrou naquela fase que só ele é que sabe e portanto o que outros dizem ou fazem é idiota

Mas desta vez ele disse algo que eu não resisto a comentar. Segundo ele, o Deus da Biblia, e passo a citar " é cruel, invejoso e insuportável". Perante esta afirmação, fez-se luz no meu espirito: Saramago é Deus!

Saramago é cruel porque a sua vida política foi sempre marcada pelo sectarismo e perseguição política como prova a sua passagem pela Direcção do extinto jornal "Républica" e pelo "Diário de Notícias", onde ninguém se esquece dele pelos saneamentos políticos que promoveu entre aqueles que lá trabalhava, não tendo descansado enquanto não expulsou todos os que não eram comunistas.

Saramago é invejoso porque só aqueles que se enquadram no pensamento dele é que são admissiveis. Todos os outros são, segundo as suas próprias afirmações, estúpidos, não aceitando qualquer forma alternativa de pensamento e minorizando todos aqueles que tenham aceitação ou sucesso por outras formas de estar na vida.

Saramago é insuportável porque não se cala, porque não nos deixa  em paz com os seus constantes insultos (tudo e todos lhe serve para insultar porque cada vez há menos gente com a sua atitude e o mundo está cada vez mais cansado de guerras) e cada vez se torna mais intransigente e indisponível sequer para um diálogo entre ideias e perspectivas.

Se Deus da Biblia é assim então só me resta concluír que Saramago descobriu o seu alter-ego, o seu espelho e isso demonstra a sua solidão, pois, há falta de alguém que o queira ouvir só lhe resta falar para a imagem que este reflecte. E se esta é a sua opinião que tem sobre essa imagem só me resta concluir que não gostou do que viu.

A minha única preocupação em relação ao que Saramago afirma resume-se única exclusivamente ao factor  mediático que lhe conferem. Saramago só diz estas coisas quando lança um livro e o seu editor agradece porque em vez de a divulgação se ficar apenas pelo meio literário, expande-se com um conjunto de conferências de imprensa em que ele explica pela milionésima vez aquilo que disse para uma audiência que já está farta de o ter que o aturar.

Desta história toda, há apenas uma questão que me deixa intrigado: porque será que quem, á semelhança de Saramago, constantemente "berra" contra o pensamento único é o primeiro, quando têm a oportunidade, a acabar com qualquer forma alternativa de pensamento? 

publicado por vitruviano às 14:08
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