Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Feliz Natal

Natal

Jesus nasceu. Na abóbada infinita
Soam cânticos vivos de alegria;
E toda a vida universal palpita
Dentro daquela pobre estrebaria...

Não houve sedas, nem cetins, nem rendas
No berço humilde em que nasceu Jesus...
Mas os pobres trouxeram oferendas
Para quem tinha de morrer na cruz.

Sobre a palha, risonho, e iluminado
Pelo luar dos olhos de Maria,
Vede o Menino-Deus, que está cercado
Dos animais da pobre estrebaria.

Nasceu entre pompas reluzentes;
Na humildade e na paz deste lugar,
Assim que abriu os olhos inocentes
Foi para os pobres seu primeiro olhar.

No entanto, os reis da terra, pecadores,
Seguindo a estrela que ao presepe os guia,
Vem cobrir de perfumes e de flores
O chão daquela pobre estrebaria.

Sobem hinos de amor ao céu profundo;
Homens, Jesus nasceu! Natal! Natal!
Sobre esta palha está quem salva o mundo,
Quem ama os fracos, quem perdoa o mal,

Natal! Natal! Em toda a natureza
Há sorrisos e cantos, neste dia...
Salve Deus da humildade e da pobreza
Nascido numa pobre estrebaria.
Olavo Bilac
publicado por vitruviano às 02:58
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Natal

Hoje é dia de Natal
O jornal fala dos pobres
em letras grandes e pretas,
traz versos e historietas
e desenhos bonitinhos,
e traz retratos também
dos bodos, bodos e bodos,
em casa de gente bem.
Hoje é dia de Natal.
-Mas quando será de todos?

Sidónio Muralha
publicado por vitruviano às 23:41
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Semelhanças

«Nesta quadra festiva do ano, senhor Scrooge - prosseguiu o cavalheiro pegando numa caneta - é mais do que habitualmente necessário que façamos algumas dávidas aos pobres e desamparados que nesta altura sofrem muitissimo. Muitos milhares carecem do indispensável e centenas de milhares carecem de um pouco de conforto, caro senhor.
-Não há prisões? - perguntou Scrooge.
-Muitas prisões - respondeu o cavalheiro, pousando novamente na caneta.
- E os albergues? - inquiriu Scrooge - Ainda estão em actividade?
-Estão. Embora - retorquiu o outro - fosse meu desejo poder dizer que não.
- O moínho e a Lei dos Pobres estão portanto em vigor? - tornou Scrooge.
- Ambos muito sobrecarregados, caro senhor.
- Ah! Receei ao ouvir as suas primeiras palavras, que alguma coisa tivesse sucedido para impedir a útil função dos mesmos - observou Scrooge - Fico contente em ouvir isso.(...)
Não fico alegre no Natal e não posso dar-me ao luxo de tornar alegres os ociosos. Contribuo para a manutenção das instituições que referi, o que já não é pouco, e os que estiverem mal é para lá que devem ir.» Cantico de Natal, Charles Dickens
Não acham que alguns dos nossos políticos de Direita estão muito parecidos com o Scrooge?
publicado por vitruviano às 00:10
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Domingo, 16 de Dezembro de 2007

Uma do Dickens

«Mas tenho a certeza de que sempre considerei o Natal, quando ele chega... à parte a veneração devida ao seu sagrado nome e origem se é que algo dele se pode dissociar... como uma época de bem; uma quadra de bondade, de perdão, de caridade e alegria: a única altura do ano, que eu saiba, em que homens e mulheres parecem, unanimemente, abrir de livre vontade os croações fechados e pensar nos seus inferirores como se eles fossem relamente companheiros seus nesta vida e não uma outra espécie de criaturas com outras jornadas por destino. Portanto, meu tio, embora o Natal nunca me tenha feito ganhar uma moeda de ouro ou prata, eu creio que me fez proveito e continuará a fazer. E mais, Deus abençoe o Natal!» Charles Dickens, Um Cantico de Natal

publicado por vitruviano às 23:00
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

O Fim da Fantasia?

Hoje li num jornal que em Inglaterra já nem no Pai Natal confiam. Devido aos casos de pedófilia, todos os que fazem de Pai Natal são cada vez mais vigiados e os pais já começam a evitar que os filhos se sentem no colo do Pai Natal.

Suspeita-se ainda que as cartas que os miúdos enviam ao Pai Natal são utilizadas por empresas para verificar tendências mercado e apelar ao consumo.

O Natal está a perder a magia e a fantasia. Cada vez mais fica diluída a reconstrução de laços entre as pessoas que o nosso quotidiano tanto desgasta  e que a magia das luzes, dos espectáculos, da festa das crianças pelas prendas e pelo mistério do Pai Natal está ser utilizada por outras forças para fins que não são aqueles que a época apela.

Sinais dos tempos? Talvez. Há dois dias, o meu filho mais velho de dez anos, perguntou se acreditava no Pai Natal. Eu disse que sim, e disse-o convictamente, porque acredito que todos precisamos do Natal, deste oxigénio de afectos e de esperança  e que a história de S. Nicolau (o verdadeiro Pai Natal) é uma inspiração para os tempos que vivemos.

Cada vez mais acredito que há coisas que não se perdem e que quanto mais "roubarem" ao espirito do Natal, mais ele há-de vingar porque não se consegue viver num mundo monotono, rotineiro, sem esperança e confiança. Por muito frágil que esta ideia pareça, a verdade é que não há muita coisa mais frágil que um bébé e no entanto, o Natal não nasceu com uma criança há 2007 anos? 

 

publicado por vitruviano às 16:51
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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

O Patrono do Blog: Leonardo Da Vinci

 

Inicio hoje este meu blog, e escolhi como patrono, ou se quiserem a figura inspiradora, Leonardo Da Vinci. Não, a escolha não tem a ver com o Código de Da Vinci. Desde sempre admirei o Período renascentista,  e particularmente Leonardo Da Vinci, porque não se encerravam num único objecto de conhecimento. Leonardo foi pintor, escultor, cientista, inventor e já vi textos em afirmavam que também tinha conhecimentos de música. Era, podemos dizer, uma forma de conhecimento total.

E foi sempre esta atitude que sempre me impressionou. Como é que nós nos podemos resumir a uma única dimensão da vida seja ela qual for? Como podemos valorizar a vida profissional e ignorar a família? Como podemos ser lógicos e racionais e ignorar os sentimentos e a sensibilidade? A vida assim parece-me coxa e por isso no meu blog vou falar de Serviço Social (sou assistente social), Ciencia, Cultura, Arte; Politica, Música, Cinema, da Família.

Abro assim, o meu "diário" para quem o quiser ler e partilhar comigo ideias. Sejam bem vindos.

publicado por vitruviano às 12:19
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